domingo, 22 de maio de 2011

Projeto leitura de mapas


 Prazer em ler mapas


video da construção de maquete do mapa fisíco da Região Nordeste


Disponível no You Tube http://www.youtube.com/watch?v=1L5t0T2fu2Y 


“Sou apenas uma gota em um oceano de conhecimentos”
Cícero B Andrade

INTRODUÇÃO:


O presente projeto foi realizado na escola U. I. M. José Castro  localizada  ( Latitude 4º 52' 55. 26''. Longitude 43º 21' 51. 29" W .Elevação do relevo 84 metros) cidade de Caxias-MA, atende as modalidades do1ª ao 9ª ano do ensino fundamental  nos turnos matutino e vespertino
O ensino de Geografia exige novas linguagens, novas formas de análise e compreensão da realidade e as mudanças que ocorrem nos aspectos políticos, físicos e sócio-econômicos no espaço geográfico no qual o homem é um sujeito ativo, cabem especialmente ao professor reorientar sua prática pedagógica, no sentido de destacar as relações monológicas onde o professor fala e o aluno apenas houve.
Diante dessa realidade criou-se um método de conhecer a essência dos mapas em especial os mapas físicos. O método proporciona uma experiência única “terapia construtivista” em que às habilidades e competência em ler mapas ficam mais consolidadas na medida em que os alunos constroem seu próprio recurso didático consolidando assim informações relevantes sobre os itens básicos dos mapas: titulo, legenda, escala, orientação e fonte partindo de uma representação bidimensional para o tridimensional.
A representação do espaço por meio de maquete possibilita ampliar e consolidar informações relevantes sobre a linguagem cartográfica destacando a compreensão de leitura de mapa físico, a criança desenvolve habilidades de construir e analisar em um plano tridimensional. 

                                          Pintura do mapa com lápis de cera
TEMA:
 Prazer em ler mapas no processo ensino aprendizagem no ensino fundamental.

PROBLEMA:
Como trabalhar a linguagem dos mapas no processo ensino aprendizagem no ensino fundamental.

OBJETIVOS:
Geral:
 Conhecer a linguagem dos mapas com o uso e confecção de maquete de mapa físico no processo ensino aprendizagem.

Objetivos específicos
  • Conhecer os itens básicos de um mapa: Titulo legenda, orientação, fonte e escala;
  •  Conhecer o processo de confecção de maquete de mapa físico;
  • Desenvolver atividade artística que aguça o desejo de aprender dos alunos, fazendo uma analogia entre teoria e prática;
  • Comparar a representação dos mapas configurada na maquete de mapa físico;
  • Destacar na maquete as principais unidades de relevo;
  • Analisar os principais rios da região Nordeste;
  • Analisar a divisão politica destacando os aspectos físico entre os estados da região Nordeste.

.

CONTEÚDOS:
Mapas e maquete

                                           Corte do mapa para iniciar a confecção da maquete

PROCEDIMENTOS:
O projeto foi dividido em quatro etapas e desenvolvido no mês de Abril ano 2008, na qual participaram 25 alunos de idades de 09 a 12 anos..

PRIMEIRA SEMANA:     
Na primeira semana foi apresentada: a origem e os tipos de mapas, foram utilizadas as seguintes mídias para facilitar o entendimento do assunto:
Ø  Um aparelho de DVD com uma TV;
Ø  Um CD com fotos no formato JPEG com imagens e informações relevantes sobres os mapas;
Ø  Alguns mapas ficaram expostos na parede da sala de aula: do Maranhão, Região Nordeste e Brasil;
Ø  Uma maquete do mapa físico da região Nordeste.

                                                        Pintura da maquete do mapas físico
                                                        

 LEITURA DE MAPA FÍSICO.  
  Segundo Almeida, a leitura de mapas inicia-se com:
Inicia-se uma leitura pela observação do título. Temos que saber qual o espaço representado, seus limites, suas informações. Depois, é preciso observar a legenda ou a decodificação propriamente dita, relacionando os significantes e os significados dos signos relacionados na legenda. É preciso também se fazer uma leitura dos significantes/significados espalhados no mapa e procurar refletir sobre aquela distribuição /organização. Observar também a escala gráfica ou numérica acusada no mapa para posterior cálculo das distancia a fim de se estabelecer comparações ou interpretações.  (ALMEIDA, 1999, p. 17)
A maquete foi usada para explicar os itens básicos de um mapa:
Ø  Título: traz informações que identificam o mapa;
Ø  Legenda: indica o significado dos símbolos e das cores utilizadas no mapa;
Ø  Orientação: indica a direção do mapa, geralmente indica o norte;
Ø  Fonte: fornece a origem das informações apresentadas no mapa;
Ø  Escala: indica quantas vezes o tamanho real foi reduzido para ser representado no mapa.
Ao abordar a leitura de mapa físico através de maquete, os alunos conheceram a diferença entre um mapa em uma representação bidimensional e uma maquete numa representação tridimensional, foi destacada a relevância das tecnologias que coletam dados para a construção de mapas dentro de um sistema semiótico da linguagem cartográfica, não é apenas localizar um elemento cartográfico ou qualquer fenômeno. O mapa é uma representação codificada de um espaço real. Possuindo um sistema semiótico complexo. A informação contida nos mapas é transmitida através de uma linguagem que utiliza um sistema de signos. 
Foram abordados os significados das cores da legenda em um mapa físico, por exemplo, as cores de tonalidades verdes correspondem às áreas baixas do relevo continental, e as cores marrons e vermelhadas as altitudes mais elevadas. Já as chamadas cotas batimétricas, ao relevo oceânico, são representadas pela cor azul.
A cor verde no mapa físico da região Nordeste representa altura baixa do relevo e a cor verde em um mapa de vegetação do Brasil representa a Floresta Amazônica. Dessa forma os alunos compreenderam que as cores podem se repetir em diversos mapas, mas com significados diferentes.

                                                 Pintura da base da maquete

MAPA  DAS  BACIAS  HIDROGRÁFICAS
A maquete também foi usada para explicar o mapa das bacias hidrográficas, destacando a orientação dos rios sinuosos.
Nesse momento foi utilizado um mapa das bacias hidrográficas da região nordeste para fazer uma analogia assim às informações ficarem mais claras para o entendimento dos alunos.  Destacamos na maquete o percurso dos rios sinuoso em direção ao oceano Atlântico.
Algumas elevações são responsáveis pelo desvio dos rios, Nesse momento faconteceu algumas  indagações para os alunos: por que o rio Itapecuru que passa na cidade de Caxias no estado Maranhense segue o sentido sul – norte? Os alunos visualizaram na maquete o relevo do estado Maranhense sendo este mais alta na parte sul e baixo em direção ao norte.  E o rio São Francisco no seu percurso inicial segue o rumo sul/norte, no entanto na divisa entre BA e PE ele vira sentido leste por influência do relevo. Na maquete ficaram destacados os principais rios da região Nordeste de acordo com as informações do IBGE.

                                                Montagem das camadas da maquete
MAPA POLÍTICO:
A maquete foi usada para explicar o mapa político da região Nordeste em uma visão tridimensional, destacando os aspectos físicos que servem como divisão entre os estados.
A divisão oficial do país segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE, criado pelo Governo Vargas durante o Estado Novo, quando a política federal procurava aumentar a autonomia dos Estados e fazendo uma integração nacional, a partir do fortalecimento do poder central. As regiões serviram para basear ações administrativas e estatísticas, formando unidades intermediarias entre o país e os estados. Esta divisão regional levava em conta, sobretudo as condições naturais – estrutura geológica, relevo, hidrografia, clima e vegetação natural – mas procurava fazer com que os limites regionais coincidissem com os limites estaduais: cada Estado estaria integrado em uma única região.
Usando a maquete do mapa físico os alunos conheceram alguns aspectos físicos que servem de divisão entre os estados, exemplo: A chapada do Espigão Mestre ou serra do Divisor que se localiza na parte oeste da Bahia dividindo este estado com o Tocantins e Goiás. A chapada do Araripe que divide os estados de Ceará e Pernambuco. Com os rios não poderia ser diferente exemplo, o rio Parnaíba que separa o Maranhão do Piauí. E o rio São Francisco que na região Nordestina percorre o semi-árido, servindo de limite entre Bahia e Pernambuco, e de Alagoas e Sergipe.

SEGUNDA SEMANA:
Confecção da maquete do mapa físico.
Tamanho da maquete; comprimento 92 cm, largura 54 cm, altura 4,5cm.
Os materiais utilizados são encontrados em papelarias, supermercados, e lojas de artigos de um e noventa e nove. Os alunos ficaram encarregados de pesquisar os preços dos materiais o resultado foi demonstrado através de uma conta de adição para saber onde seria o lugar mais barato para comprar e assim economizar dinheiro.

Materiais para fazer a maquete:

Quantidade
Materiais
2
Cola para isopor 80g
1
caneta
1
Estilete pequeno
2
Folhas de isopor 05 mm
1
Folha de isopor 10 mm
1
gilete .
1
Caixa de lápis de cera
1
Papel 40
1
Caixa de palitos dentais
1
Pincel pequeno ou grande
1
Tesoura
1
Tinta gliter cor azul
2
Caixas de tintas guache /mais um pote branco
8
Xérox
1
 Xérox colorida do mapa



















DETALHAMENTO DA CONFECÇÃO DA MAQUETE: 


 A princípio o professor “Cícero Brito de Andrade” ampliou o mapa da região Nordeste – físico o utilizando as quadriculas de um centímetro no mapa fonte (Atlas do IBGE, 2002) ampliando de uma escala de 1:9000000 no mapa fonte, passando para uma escala de 1:3000000, de forma centralizada em folha A4 divididas em sete partes em ordem alfabética A, B, C, D, E, F e G.
Depois de reproduzidas as partes faz-se uma colagem para formar o mapa modelo que vai seguir de base para todo o processo da confecção da maquete. 
Colar o mapa modelo na folha de papel quarenta e inicie a pintura com lápis de cera, seguindo as cores do mapa físico da região Nordeste.
Recortar as partes pintadas; de 0 a 100m que corresponde à cor verde escuro, de100m a 200m que indica a cor verde claro, de 200m a 500m cor marfim, de 500m a 800m cor amarelo, de 800m a 1200m cor pêssego, de 1200m a 1800m cor laranja, e acima 1800m a cor sieno natural.


Ao fazer o primeiro recorte das partes pintadas faz-se um contorno sobre a folha de isopor de cinco milímetros para ser cortado posteriormente com estilete e assim com todas as outras cores.
Recortar as bordas das folhas de isopor utilizando gilete para fazer o declive e os rios das camadas de cada parte da maquete.
Pintar as folhas de isopor com tinta guache seguindo as cores correspondentes do mapa físico da região Nordeste.
Finalizar com, titulo, escala, fonte, autor, legenda hipsométrica, e orientação.


TERCEIRA SEMANA:
Revisão dos conteúdos trabalhados e preparação para a apresentação em forma de seminários pelos alunos.
Nessa etapa uma aluna com muita alegria falou para turma: “Vocês assistiram o Domingão do Faustão de cara no muro?”.
A aluna comentou a seguinte pergunta: Quais países da América do Sul não fazem fronteira com o Brasil?
Para minha surpresa esta aluna respondeu de forma correta: Chile e Equador, no entanto o ator que estava participando do programa do Faustão errou e caiu na piscina. Foi só gargalhada da turma Há! Há! Há! Há! Há! Há! Há! Há! Há! Há! Há! Há!...

QUARTA SEMANA:
Apresentação do trabalho final, prazer em ler mapas no processo ensino aprendizagem, através de seminários para as outras turmas pelos alunos do 4ª série  destacando: origem dos mapas, materiais utilizados para fazer a maquete, orientação para fazer uma maquete. Os itens básicos de um mapa: titulo legenda, orientação, escala e fonte.
Durante o projeto ficou constatado que a linguagem cartográfica quando trabalhada de forma construtivista em que o aluno constrói seu próprio material didático o saber se torna mais prazeroso e relevante para a autonomia didática do discente. No trabalho os alunos conheceram a linguagem dos mapas com o uso e confecção de maquete de mapa físico no processo ensino aprendizagem na 4ª série do ensino fundamental.
Segundo Piaget, o conhecimento não está no sujeito, nem no objeto, mas ele se constrói na interação do sujeito com o objeto. É na medida em que o sujeito interage (e, portanto, age e sofre ação do objeto) que ele vai produzindo sua capacidade de conhecimento e também o próprio conhecimento.
A arte de ensinar e o prazer de aprender através de maquete é uma terapia didática que proporcionou aos alunos habilidades e competência para conhecer a linguagem dos mapas.


BIBLIOGRAFIA
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS E TÉCNICAS. NBR 6023: Informação e Documentação Referenciais e Elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.
ALMEIDA, Rosângela Doin de; PASSINI, Elza Yasuko. O Espaço Geográfico: ensino e representaçãoRepensando o Ensino. 7  ed. São Paulo: Contexto, 1999.
ALMEIDA, Rosângela Doin de, do desenho ao mapa, iniciação cartográfica na escola. São Paulo: Contexto, 2001.
AOKI, Virginia Coordenação editorial. Projeto Pitanguá de Geografia, São Paulo, Moderna, 2005.
ATLAS, geográfico escolar IBGE. Rio Janeiro. 2002.
ANDRADE, Manuel Correia de. Caminhos e descaminhos da geografia. Campinas-SP: Papirus, 1989.
DI GIAIMO, Josmar .JDG-Engenharia, Maquetes e Miniaturas. Disponível em: < http:// WWW. Jdg-engenharia. Sites. uol.com. Br/-10k – Resultado Adicional>.Acesso em 15 dez. 2007.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 17 ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
LDB: Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Lei 9.394/96, apresentação Esther Grossi. 3 edição. Rio de Janeiro: DP&A, 2000.
MOREIRA, Igor Antonio Gomes, Construindo o Espaço. São Paulo, Ática, 2002.
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: Geografia /Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997.




Um comentário:

  1. Sou apaixodo por atividades praticas que envolvem leitura de mapas com uso de maquetes para representar o tridimensional no plano,

    ResponderExcluir